Todas as áreas comuns dos condomínios devem ser acessíveis, permitindo circulação e uso de maneira segura e autônoma a qualquer portador de deficiência. Lembrando que não bastam existir, os dispositivos de acessibilidade têm que funcionar.
Cada condomínio tem as suas particularidades e o “desenho universal” não vai ser possível em todas as situações, por isso é fundamental que um especialista faça os projetos e crie soluções personalizadas, pois em todos os casos algum tipo de facilidade tem que ser criada.
Os pontos mais comuns são:
- Planejamentos
Todos os espaços acessíveis devem conter a sinalização indicando que estão adaptados para o uso de pessoas com mobilidade reduzida.
- Elevadores
Barras fixas de apoio para cadeirantes, além de espelho para servir como “retrovisor”. Informações em relevo e braile, com painel de controle na altura adequada e abertura que permita a entrada da cadeira de rodas. Piso rente ao chão para não criar degraus, entre outras providências.
Tudo tem que estar bem visível, idealmente com displays luminosos para escolher os andares e avisos sonoros para pessoas com dificuldade de visão. Devemos considerar sempre todos os tipos de dificuldades: visão, audição, mobilidade e até mesmo baixa estatura e dificuldades motoras.
- Banheiro
Sinalização e barras para a utilização de acordo com as normas da ABNT. Largura adequada para a cadeira de rodas, vaso e espelhos adaptados e um alarme PNE para solicitar socorro em caso de necessidade.
- Portas
Todas as portas e corredores devem ter largura mínima para permitir a passagem e a manobra de uma cadeira de rodas. As maçanetas também devem ser acessíveis, na altura adequada para o cadeirante e no formato alavanca.
- Estacionamentos
Ao menos 2% de vagas de garagem destinadas as pessoas com deficiência e mais 5% demarcadas para idosos, com sinalização e espaço para manobra adequados. Além disso, é importante criar facilidades para o embarque e desembarque de qualquer pessoa com algum tipo de locomoção, permanente ou temporária, como idosos, gestantes, pais com crianças ou moradores com compras, por exemplo.
- Piso tátil
Esse piso tem textura e cores diferentes para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência visual e evitar escorregões, sobretudo entre os idosos. Deve ser instalado próximo aos degraus e rampas junto com alertas para os desníveis.
- Rampas
Devem ser instaladas nos pontos de desníveis, como calçadas, portarias e como alternativa às escadas. Com piso antiderrapante, corrimão dos dois lados e sinalização de acordo com a norma da ABNT. Não pode ser muito inclinada para evitar acidentes.
- Piscinas
É indispensável adequar as piscinas para as pessoas com mobilidade reduzida, incluindo os moradores idosos. De acordo com a NBR 9050, o piso do entorno não deve ter superfície escorregadia ou abrasiva e o acesso à água tem que ser seguro por meio de degraus submersos, rampas submersas, bancos de transferência ou equipamentos de transferência (para piscinas com profundidade máxima de 1,20 m). A instalação de barras de apoio e a preferência por uma escada de alvenaria (e não de inox) também são recomendadas.
- Lazer
Após tornar todas as áreas comuns, inclusive as de lazer, acessíveis aos moradores com limitações físicas, é recomendável promover atividades adaptadas para esses públicos nos espaços. Busque instrutores e recreadores especializados para incentivar a prática de esportes e a participação nos eventos do condomínio. Dessa maneira, além de promover o acesso e a segurança, a gestão vai garantir a inclusão de verdade. Lembre-se de que acesso é convidar para a festa e inclusão é chamar para dançar.
Você Sabia?
O morador com deficiência ou mobilidade reduzida que tenha vaga vinculada à sua unidade autônoma poderá solicitar uma das vagas sob a administração do condomínio a qualquer tempo, hipótese em que o condomínio deverá ceder a posse temporária da vaga acessível em troca da posse da vaga vinculada à unidade do morador.
Normas ABNT
Todas as construções ou adaptações para a acessibilidade nos condomínios são orientadas por um norma específica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a ABNT NBR 9050, que “estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade”.
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